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Observatrios

Argumentrio do Projecto CS&SC

Tereza Ventura

Em linguagem coloquial, o mtodo cientfico, a (des)aprendizagem, a investigao e outros tpicos de inegvel interesse para quem est (e quer manter-se...) vivo!

Srie de textos de Tereza Ventura - Investigadora do CFCUL, Especialista em Matemtica Aplicada (LNEC) e Doctor Europeus (Education Sciences) - que constituem pontos de partida para debates diversos, no Frum C3S, bem como de motivao para a leitura e reflexo sobre a documentao cientfica de apoio.

Disponveis neste stio:

Procurando caminhos para amanh
Oio Ken Robinson falar de educao e criatividadedefendo que todas as crianas tm talentos enormes. E ns desperdiamo-los sem d nem piedade () hoje, a criatividade to importante em educao quanto a literacia e () devemos trat-la com o mesmo status.(...)"

Reflectir para opinar! E decidir?
Com Herv Poirier e Nicolas Revoy, com Margarida Csar, Ceclia Fantinato e Carlos Drummond de Andrade, reflecte-se sobre o pensamento matemtico, sobre a reflexo e sobre o dilogo indispensveis deciso informada - esteio da democracia participativa.

Perguntar no ofende!...
Com Pablo Neruda e Joo dos Santos, algumas perguntas de partida...

Neste mundo que muda...
Com Lus de Cames, Carlos Fiolhais, Maturana, Varela e Antnio Gedeo, algumas reflexes sobre o tempo e a mudana...

Desaprender, sempre!
Neste tempo em que tanto se defende e ataca o "Aprender a Aprender", com Alexandre O'Neill, com Edith Piaf, Hedberg e Cristina Parente reflecte-se sobre a desaprendizagem necessria aprendizagem...

Quem ensina quem?
Quem foram os nossos grandes Mestres? Foi na Escola que mais aprendemos? Com quem aprendemos? Com Jos Sebastio e Silva, Rui Canrio, Cristina Parente e vrios outros, reflete-se sobre contextos de aprendizagem para os adultos...

Brevemente disponveis:

Mudar de vida
Inovar para perdurar?



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Written by Tereza Ventura   
Wednesday, 09 September 2009 13:33

Procurando caminhos para amanh

castanheiroTerminado o inverno, na Rue des Philosophes, os pssaros cantam com renovada alegria e as rvores centenrias, em unssono, crescem em rebentos, verde-claro brilhante. Os meus netos procuram, felizes, as novidades que despontam a cada dia.

Junto ao Castrum, num pequeno jardim, grandes castanheiros bravos exibem agora, em longas plumas, mil ramos recmnascidos. O Lucas, o meu neto de 8 anos, decidiu levar um deles "para a me ver e depois colar no herbrio".

Os castanheiros so rvores de grande longevidade (h estimativas, para certas variedades, entre 2000 e 4000 anos), atingindo com frequncia mais de 30 metros de altura. Obter um pequeno rebento obra difcil para qualquer um.O Lucas comea a lanar pequenos galhos, que apanha do cho. Mas no chegam to alto quanto preciso, ou no com a fora suficiente.

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Written by Tereza Ventura   
Sunday, 14 June 2009 16:16

Reflectir para opinar! E decidir?

Subvertendo um tanto as velhas mximas chinesas, afirmo com toda a convico que o que aprendi com os nossos filhos e netos tanto, que devem considerar-se, de facto, responsveis por algum acrscimo de sabedoria me ter vindo com a idade!

Pois recentemente foi a vez do meu neto Simo me levar a reflectir sobre como se partilha a deciso e, em ltima instncia, se pratica a democracia.

Para vos situar devo, antes do mais, apresentar-vos o Simo: 6 anos feitos em Agosto, vivendo h 4 anos na Sua, filho de pai suo e me portuguesa. Um menino alegre e reflexivo, desde sempre interessado em ver e ouvir e feliz por opinar.

SimoO Simo aprendeu muito cedo a ler, contar e resolver problemas, seguindo de perto o Lucas, seu irmo, um ano mais velho.

Neste semestre, a sua professora achou que ele participava pouco nas aulas e alertou a psicloga. Analisado o caso e contactados os pais, aperceberam-se ento de que, tendo adquirido cedo competncias de mais velho, a permanncia numa classe da sua idade estaria, eventualmente, a desmotiv-lo.

Alguns dias depois o Simo contou me que a professora lhe perguntara se estava interessado em frequentar umas aulas da primeira classe, "em estgio", para ver se gostava mais. "Vais fazer trabalhos com os outros meninos, mais crescidos, mas podes voltar para esta classe se preferires", explicou a professora. "E que disseste tu, Simo?" - perguntou a me. "Disse que vou pensar." E foi, a cantarolar, para o jardim.

Entretanto a me foi tambm contactada e tudo lhe foi explicado pela professora. Nomeadamente a sequncia possvel, no ano seguinte.O Lucas, protector, prometeu ajudar. E a proposta foi tambm debatida, em Lisboa, entre tios e avs...

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Written by Tereza Ventura   
Thursday, 04 June 2009 12:09

Perguntar no ofende!

com alegria e alguma preocupao que dou incio a esta rea, que se espera venha a ser de diversificados testemunhos reflexivos.

ILUSTRAO DE ISIDRO FERRER, IN O LIVRO DAS PERGUNTAS (1)O momento no podia ser mais adequado: acabei este ano o Doutoramento que iniciei em 2007. Fizera prova semelhante, numa rea completamente diferente, em 1971, quando me apresentei a provas pblicas para obteno do Grau de Especialista em Matemtica Aplicada, no LNEC. Defendi ento uma proposta de Axiomtica para a Mecnica de Meios Contnuos Generalizados - Materiais Polares. Pode imaginar? Um modelo matemtico descritor do comportamento de materiais com diferentes polaridades, como os manes... Agora, a Tese de Doutoramento centrou-se na proposta de uma Metodologia de Auto-avaliao contnua da Flexibilidade educativa em resposta diversidade de novos pblicos. Que distncia! Como possvel passar-se da investigao sobre o comportamento dos materiais com polaridade para a investigao sobre o comportamento das universidades, como organizaes aprendentes, face entrada de novos e muito diferentes grupos de estudantes?...

Da Matemtica aplicada aos fenmenos mecnicos, enfim, da Fsica Matemtica, para a abordagem interdisciplinar dos Sistemas sobre o turbulento universo da Educao? Da Matemtica, o mais slido esteio do pensamento cientfico, para as Cincias da Educao, o ramo porventura mais contestado da famlia das contestadas Cincias Sociais e Humanas, que to penosamente vm consolidando o direito ao uso da denominao de "Cincias"? Da nobre segurana de uma Axiomtica para o pantanoso campo das Metodologias de Auto-Avaliao? ...

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Written by Tereza Ventura   
Thursday, 04 June 2009 12:04

Neste Mundo que muda...

(2) LUIS DE CAMES, ILUSTRAO DE IGNAZ FERTIGLembra, e bem, Carlos Fiolhais, no seu Blog DE RERUM NATURA "Os poetas sabem muito e o nosso maior poeta, Luiz Vaz de Cames, j sabia muito bem que "todo o mundo composto de mudana, tomando sempre novas qualidades" E acrescenta "Toda a gente sabe, sem dvida, distinguir o passado do futuro." Acompanhada pelo Jos Mrio Branco reflicto: como as palavras so traioeiras! Toda a gente distingue o passado do futuro?! Bem, em 1978 tive a grata tarefa de ensinar tcnicas de tratamento e visualizao da informao, de suporte ao planeamento e controlo da execuo de projectos, na Regio do Limpopo e Incomati. Os formandos, que viriam a ser os tcnicos e desenhadores da equipa, mostravam, partida, clara percepo do passado e do presente mas no lidavam naturalmente com a noo de futuro a mdio ou longo prazo. O dia seguinte era o seu horizonte natural na linha do tempo...

Foi muito o que aprendi com estes meus alunos! E no s sobre o tempo, que para cada um de ns o que , mas, para todos, dura uma vida, com diferentes formas de a viver...

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Written by Tereza Ventura   
Sunday, 24 May 2009 09:53

Desaprender, sempre!

A propsito da desaprendizagem, no resisto a reproduzir um belo Post, publicado em 2007, no Blog do Citador. Texto do Alexandre O Neill

12820_0013h3arH uma altura em que, depois de se saber tudo, tem de se desaprender. Sucede assim com o escrever. Com o escrever do escritor, entenda-se. Eu, provavelmente poeta, estou a aprender a... desaprender. E para qu e como se desaprende? Para deixar de ronronar, para que o leitor, quando o nosso produto lhe chega s mos, no exclame, satisfeito ou enfastiado: - C est ele!. Na verdura dos seus anos, a preocupao do escritor parece ser a da originalidade. Ser-se original mostrar-se que se diferente. E as pessoas gostam das primeiras piruetas que um sujeito d. E o sujeito gosta de que as pessoas vejam nele um talento.

Ateno, vm a as receitas, as ideias feitas, os passes de mo, os clichs, os lugares selectos ou, mais comezinhamente, os lugares comuns. O escritor est instalado. Rev-se na sua obra. Comea a abalanar-se a voos mais altos, a mergulhos mais fundos. a intelectualidade que o chama ao seu seio, o pblico que o pe, vertical, nas suas prateleiras. Arrumado.

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